hugocristo, firestarter

Blog fast n'furious de quem não tem tempo para manter um blog.
May 31 ’12

Cena mais linda do mês

Você sabe o que está rolando? Assista aqui e entenda. É o melhor dos meus dois mundos favoritos: aprendizagem divertida e aprendizagem significativa JUNTAS, envolvendo educador e aprendiz pela mediação de um joguinho bacana no XO.

Esse moleque jamaicano tá feliz da vida porque está aprendendo a contar para jogar, ou está jogando para aprender a contar. Simples assim.

Estamos em greve na UFES desde o dia 17 de maio. Hoje tivemos até motorista querendo atropelar docentes e discentes na Av. Fernando Ferrari durante um protesto que visa exclusivamente a melhoria nas condições de trabalho na Universidade.

Ninguém está nem aí para a educação e se puder passam por cima. O Mercadante e a Dilma não são mais do que meros agenciamentos de um sistema ridículo (e igualmente genial) que transforma motoboys com pressa em aparelhos de repressão coletiva. Foucault, o profeta.

Que se dane, assista o vídeo todo. É devidamente inspirador e te deixa pronto até para ser atropelado.

PS: Na semana passada ouvi uma pessoa dizendo a um auditório cheio de gente que o projeto One Laptop per Child não deu certo. Eu questionei essa pessoa sobre o que ele queria dizer com isso e vi todo tipo de resposta, menos a que está nesse vídeo. É muito fácil falar sem ir até lá enfrentar o problema de frente.

1 note

May 31 ’12
Processing + OpenCV para o stand do curso de Design na Feira de Cursos da UFES. Quem visitar nosso stand receberá por e-mail uma foto com máscaras e pensamentos especiais :)

Processing + OpenCV para o stand do curso de Design na Feira de Cursos da UFES. Quem visitar nosso stand receberá por e-mail uma foto com máscaras e pensamentos especiais :)

May 26 ’12
[Flash 9 is required to listen to audio.]

O Ministro Mercadante, professor, petista, proferiu a máxima das incoerências desse partido que alega conduzir um governo do povo: Não negociamos com trabalhadores em greve (ouça o clipe da reportagem da Band FM).

A resposta de um professor, que poderia ser a minha resposta, explica tudo. É simplesmente fascinante ver um petista dando uma de tucano. O mundo dá voltas.

Momento tropa de elite: Sr. Mercadante… O Sr. é um fanfarrão.

O Valor do Professor

Caro ilustríssimo sr. Ministro,

Ouvi sobre a sua ignorância dos motivos de nossa greve nacional, e me senti compelido a esclarecê-lo (vício da profissão de professor, eu suponho). Peço desculpas se o meu português é ruim ou se a sequência das ideias é falha, mas esse é o meu valor. Se eu fosse mais capaz, estaria em uma profissão que me valorizasse mais. Seria ascensorista no Senado, por exemplo (ah, que sonho!). Como diria um vendedor de carros que eu conheço, ”quem mandou estudar, agora aguente”.

Falo de boca cheia, o sr. diria. Argumentaria que recebo muito mais do que a grande maioria da população brasileira, e eu lhe responderia que são poucos os cargos federais que pagam menos do que o magistério, que existem cargos de nível médio no executivo federal que pagam melhor do que os professores doutores recebem. E que o professor é importante para o crescimento da nação (aprendi isso no debate da Dilma candidata - pareceu que ela realmente dá muito valor ao magistério. Votei nela).

Mas magistério é um sacerdócio, não é mesmo? É uma profissão feita de abnegação. O que mais explicaria um médico desistir de clinicar para receber o salário de professor federal? Bom, talvez se ele fosse um médico excepcionalmente ruim, daí o salário de professor federal compensasse. Então ele poderia ser um bom professor.

O grande motivo da nossa greve, sr. Ministro, é a busca por valorização profissional. Tenho vários colegas professores cujo sonho de vida, hoje, é passarem em concurso para o MCT, ou para o Judiciário, e eu, quem sou eu? Para mim, economicamente falando, me bastaria o emprego de ascensorista no Senado.

O sr. tem filhos, sr. Ministro? Netos, talvez? Almeja uma educação com qualidade para eles? O sr. sonha com uma sociedade educada? Culta? Sonha com o Brasil se destacando no mundo como o Japão fez depois da Segunda Guerra? Como a Coréia hoje?

O sr. sabe quais são as minhas condições de trabalho, sr. Ministro? Sabe que eu sequer tenho uma mesa para colocar a minha pasta quando eu entro para dar aulas? Sabe que eu, há dois anos, comprei um projetor para dar aulas? Que nós rasgamos as calças ao sentar nas carteiras, por causa dos pregos? Que o computador pessoal que eu uso para dar aulas também saiu do salário que deveria ir para a minha família? Sabe que na minha universidade não existe nenhuma calçada para as pessoas andarem?

O sr. imagina qual é a situação dos laboratórios dos cursos em que eu ministro aulas, que são cursos tradicionais, reconhecidos nacionalmente, e que não foram contemplados pelo Reuni? É, são ruins. Não são péssimos, sabe o por quê? Porque os professores, por mérito pessoal e muito trabalho, trazem recursos de pesquisa para dentro dos laboratórios (caramba, isso é desvio de recursos! Dá cadeia?).

O sr. sabe, é claro, que o perfil desejável do Professor Universitário Federal é que ele seja doutor, com dedicação exclusiva (é impedido de fazer bicos para completar o salário), pesquisador, orientador e extensionista, e que além das aulas de graduação, forme Mestres e Doutores. Qual é o perfil do profissional que o sr. precisa para executar essa missão? Eu lhe digo. Esse profissional, economicamente falando, é alguém que não teve a competência para achar nada melhor para fazer com a sua vida. É alguém que não foi capaz de passar em um concurso para ascensorista do Senado. É alguém que não conseguiu ser agente de saúde quando terminou o segundo grau, por exemplo.

Sim, eu “tenho” carro e eu “tenho” casa. Eu me alimento bem. Meu carro é velho (tem seis anos) e ainda vou demorar dois anos para acabar de pagar. Minha casa é velha também e eu ainda vou levar treze anos para pagar. Essas dívidas consomem quase 50% da minha renda familiar. Tenho que pensar antes de decidir sair para almoçar em um restaurante. E o pequeno detalhe é que tanto eu como a minha esposa somos professores universitários federais e doutores com dedicação exclusiva. Topo da carreira.

Bom, mas eu tenho uma perspectiva, não é? De progredir na carreira e melhorar meu salário? Perspectiva? não, não tenho. Não vejo nenhum futuro promissor. Essa carreira que o governo me oferece não irá melhorar a minha vida, a não ser um pouco, no momento mágico da progressão em que eu me tornar professor associado, ou com a utopia de passar pra professor titular (a minha universidade não tem nenhum. Teve uma vez, nos meus 22 anos de funcionalismo federal em universidades, que eu conheci pessoalmente um Titular. Deve ser mais fácil achar um jacaré no Tietê).

Eu espero, apesar das minhas deficiências, que o sr. tenha entendido um pouco do porque eu e 45 universidades federais brasileiras estamos em greve. Desculpe-me se eu não posso elaborar mais, mas tenho um relatório de pesquisa para terminar e alunos de doutorado para atender, apesar da greve. Se eu achar tempo, também preciso ver se abriu vaga para ascensorista.

Um grande abraço, sr. Ministro, e obrigado por tudo.

Jeferson Dombroski

(Source: bandnewsfm.band.com.br)

May 21 ’12

Bitmóvel

O que é o que é: tem quatro rodas, transporta um monte de laptops e estrutura para oferecer oficinas de computação criativa em qualquer lugar?

May 19 ’12

E foi-se um Scratch Day (Allspark não dá cetelha a Megatron)

A verdade
Deus (Alá, Buda, O Imperador, All Spark, o inventor da Coca-Cola etc) não dá asa a cobra ou centelha a Megatron, para ficar nerd o bastante. Não preciso ser rico para materializar um projeto bobo a ponto de ser quase um sonho desses meta-cafonas e proto-utópicos.

O plano
Se eu fosse amigo do herdeiro do Eike Batista, pediria os restos daquele carrão batido e venderia. Compraria um ônibus escolar usado, reformaria, turbinaria com laptops, LEGOs, Arduinos, internet de alta velocidade, vídeo-games de última geração e iria de comunidade em comunidade criando oportunidades para essa molecada se apropriar da tecnologia.

Iria de escola em escola ajudando professores sensacionais (como os que eu conheci hoje no Scratch Day) a repensarem o dia-a-dia das suas escolas. Percorreria o interior e os grotões do ES no melhor estilo ônibus hacker oferecendo oficinas bacanas e gerando discussões ainda mais bacanas como as que tivemos hoje.

Pode ser pouco para muita gente, pode não resolver o problema nem atender todo mundo. A verdade é que precisaríamos de uma frota de ônibus no projeto Computação para Todos para fazer o que é necessário para virar o jogo da inclusão digital, mas eu só quero e só preciso de um para começar.

Obrigado a todos pelo Scratch Day UFES, em especial à Agência 4Ps por apoiar o evento que ninguém mais quis apoiar.

May 19 ’12
primeiro #scratchday na UFES :) (Taken with picplz.)

primeiro #scratchday na UFES :) (Taken with picplz.)

May 11 ’12

Entusiastas, a parte #3

Even if you’re designing for professional programmers, in the end your programming language is basically a user-interface design. You will get much better results regardless of what you’re trying to do if you think of it as a user-interface design. PARC is incorrectly credited with having invented the GUI. Of course, there were GUIs in the ’60s. But I think we did do one good thing that hadn’t been done before, and that was to realize the idea of change being eternal.

Genial.

May 11 ’12

Para os entusiastas, pancada #2

[…] but I fear—as far as I can tell—that most undergraduate degrees in computer science these days are basically Java vocational training.

Eu ri, Alan.

May 11 ’12

Para os entusiastas dessa computação medíocre de hoje…

[…] a benchmark from 1979 at Xerox PARC runs only 50 times faster today. Moore’s law has given us somewhere between 40,000 and 60,000 times improvement in that time. So there’s approximately a factor of 1,000 in efficiency that has been lost by bad CPU architectures.

Alan Kay, sempre Alan Kay.

Apr 26 ’12

Saulo (@blude) brincando com o Pen-C! Quer brincar também? Aqui, ó.