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Dec 5 ’11

Por uma incubadora [de fato] em Vitória - ES

Atenção: este post foi atualizado com revisão do cronograma geral e do planejamento das atividades! Saiba os detalhes.

É pra valer, de verdade e já tá dando trabalho. Estamos em loop no Núcleo de Interfaces Computacionais da Ufes, incubando uma incubadora que vai começar um novo ciclo de inovação no Município de Vitória.

E vai começar tarde. Outras cidades já perceberam a importância de se criar uma cultura de inovação e empreendedorismo por meio do diálogo entre as universidades e o mercado, fortalecendo o tripé essencial da educação empreendedora, P&D e atração de investimentos para o desenvolvimento regional.

O plano é fazer uma incubadora lean, simpática a recursos públicos mas não dependente deles. Acreditamos num modelo de parceria público-privada onde o Estado já faz a sua parte oferecendo educação de qualidade e um espaço propício à emergência da inovação. A iniciativa privada, por outro lado, pode contribuir com expertise e investimentos de forma mais ágil e competitiva, preparando de fato os novos empreendedores ao invés de criar uma bolha que não se sustenta sem financiamento estatal. Nossa maior referência é, guardadas as devidas proporções e diferenças de realidade e ambições, o YCombinator.

Estou nessa briga no NIC desde sua fundação no final de 2009 e agora vamos enfrentar o problema de fato por meio de um plano inicial de três fases e dois anos, cuja meta é formar anualmente, até o final de 2013, cinco novas startups com excelência em design e user experience no DNA.

1) Do início dos tempos a Março de 2012
Estruturação (estratégica, jurídica, administrativa, financeira e física) da proposta da incubadora. Estou dialogando com pessoas que estão sintonizadas com esse tipo de iniciativa, convidando mentores, conselheiros e investidores em potencial (o board). Visitar outras incubadoras também fez parte da história e ainda há várias outras no roteiro.

Os projetos-piloto para 2012 surgiram das intenções e experiências dos atuais integrantes do NIC, que também estão se estruturando para começar seus respectivos ciclos de incubação. São seis propostas de startups a serem incubadas: uma de game design; duas de gadgets conectados, traquitanas e internet das coisas; uma de produção audiovisual; uma de aplicativos mobile e outra de tecnologia para gestão em design.

2) Primeiro ciclo de incubação (Março 2012 a Março de 2013)
Com a estrutura implantada, teremos um evento primeiro formal para a apresentação dos projetos incubados ao board e à sociedade em geral no início de 2012. O objetivo é estabelecer um vínculo entre os novos empreendedores e seus possíveis parceiros, além da apresentação do MVP (minimum viable product) de cada startup. Essa primeira turma será incubada no modo stealth, aproveitando o know-how e a estrutura que foi construída com recursos próprios do NIC em 2010 e 2011. O board ajudará a refinar modelos de negócios e facilitará a captação de recursos.

Ao longo do ano, as startups participarão de eventos, farão demos das suas tecnologias e realizarão as parcerias necessárias para a viabilização das suas idéias. Em paralelo, iniciativas de ensino, pesquisa e extensão na Ufes preparão mais estudantes para serem contratados pelas incubadas ou para elaborarem seus próprios projetos.

No final de 2012, haverá uma segunda apresentação da produção das startups num evento que também contará com palestras e workshops dedicados à educação empreendedora. Na ocasião, será realizado todo um esforço para que novos projetos possam ser incubados em 2013.

3) Segundo ciclo de incubação (Março de 2013 a Março de 2014)
O mesmo esquema de eventos, apresentações e parcerias será realizado, porém com um total de pelo menos dez startups (as seis originais + quatro ou cinco novas). Nesse momento, não apenas o board aconselha, apoia e financia as incubadas, mas as startups veteranas da turma de 2012 também participam da formação das calouras.

Os projetos de ensino, pesquisa e extensão complementares à incubadora estarão na sua terceira turma, com a expectativa de ter atendido por volta de 100 alunos.

O evento final de 2013 contará também com a formatura da turma de 2012, além das palestras, workshops e demais atividades que visam atrair novos projetos para o ano de 2014.

WTF? Mas como isso vai funcionar?
Não acho necessário, neste post, detalhar todas as questões burocráticas e administrativas da incubadora. Estou à disposição para todos que desejarem participar e contribuir de alguma forma para o projeto dar certo. É só entrar em contato via hugo arroba nicvix ponto com ou pelo @hugocristo. Comentários nesta página também são super bem-vindos. Se você acha que pode inspirar, motivar ou ajudar de alguma forma os projetos a saírem do papel, por favor junte-se a nós.

Acknowledgements (sempre quis usar esse termo)

  1. A incubadora não é um projeto com fins lucrativos, apesar de todas as startups incubadas desejarem ser lucrativas e bem-sucedidas. Ninguém envolvido espera ficar rico, milionário ou ser comprado pelo Google sem trabalhar. Não se trata de formar apenas mão-de-obra, mas empreendedores que podem fazer a diferença no futuro tecnológico de Vitória e do Espírito Santo.
  2. Podemos ampliar primeira turma de startups ainda em 2012. Estou em busca de mais uma incubada com um perfil bem específico. Informações por e-mail ou pessoalmente.
  3. Pretendo ampliar o programa para outros municípios em 2013. A idéia é começar em Vitória e rapidamente apostar na interiorização e levar a tecnologia para onde ela fará a maior diferença.
  4. O board é composto por voluntários. É um trabalho árduo, não remunerado e extremamente gratificante (pra quem gosta). Se você possui o perfil, não hesite em falar comigo.

E que venha 2012.

Atualização (06 de dezembro): já defini o horário e dia da semana para a disciplina optativa de Tópicos Especiais em Design que apoiará a elaboração de projetos.

3 notes

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