hugocristo, firestarter

Blog fast n'furious de quem não tem tempo para manter um blog.
Jan 18 ’12
Pela primeira vez em 14 anos eu fiquei com vergonha e muito triste de um dia ter trabalhado para o Jornal A Gazeta.
Respeito a história do Jornal, respeito a empresa, respeito os profissionais. Entendo as posições políticas aparentes e extra-oficiais (não são assumidas claramente, então vejo assim), mas acho que antes de mais nada um veículo com tamanho alcance e peso no cenário regional precisa ser um pouco menos irresponsável.
Já li coisas muito ruins que foram publicadas em A Gazeta com o intuito de defender determinados pontos de vista. Já li muitas coisas boas também. O que não dá é pra, no mesmo espaço, encontrar um conjunto tão absurdo e preconceituoso de argumentos pra construir uma narrativa. Os elementos parece que saíram de uma versão barata de CSI com requintes de BBB.
Existe um projeto espetacular que leva A Gazeta para as salas de aula, ajudando professores na discussão do cotidiano das crianças. Ainda bem que estamos em férias escolares. Seria muito complicado pra qualquer professor abordar tal matéria, seja na rede pública ou particular.
Para usar os termos da reportagem da Rosana Figueiredo, por mais radical e de direita, morador da Praia do Canto e leitor de Caras (Sun Tzu é subversivo?) que um professor seja, não há o que fazer com tamanho conjunto de idéias desconexas que foram justapostas com o objetivo único de publicar algo ruim.
Qualquer outra explicação para a motivação é mero lero-lero ou infinitamente mais vergonhosa ou triste.
Leia a matéria e a excelente resposta do Malini.
Estou triste de verdade, especialmente porque se busca que fizeram no perfil do Eduardo no Facebook tivesse sido feita no meu, a matéria teria terminado no mínimo sugerindo que eu sou um terrorista da Al-Qaeda (e isso explicaria tudo: cotas, não fazer matrícula, morar onde moro, ser de esquerda e automaticamente incendiário de ônibus).

Pela primeira vez em 14 anos eu fiquei com vergonha e muito triste de um dia ter trabalhado para o Jornal A Gazeta.

Respeito a história do Jornal, respeito a empresa, respeito os profissionais. Entendo as posições políticas aparentes e extra-oficiais (não são assumidas claramente, então vejo assim), mas acho que antes de mais nada um veículo com tamanho alcance e peso no cenário regional precisa ser um pouco menos irresponsável.

Já li coisas muito ruins que foram publicadas em A Gazeta com o intuito de defender determinados pontos de vista. Já li muitas coisas boas também. O que não dá é pra, no mesmo espaço, encontrar um conjunto tão absurdo e preconceituoso de argumentos pra construir uma narrativa. Os elementos parece que saíram de uma versão barata de CSI com requintes de BBB.

Existe um projeto espetacular que leva A Gazeta para as salas de aula, ajudando professores na discussão do cotidiano das crianças. Ainda bem que estamos em férias escolares. Seria muito complicado pra qualquer professor abordar tal matéria, seja na rede pública ou particular.

Para usar os termos da reportagem da Rosana Figueiredo, por mais radical e de direita, morador da Praia do Canto e leitor de Caras (Sun Tzu é subversivo?) que um professor seja, não há o que fazer com tamanho conjunto de idéias desconexas que foram justapostas com o objetivo único de publicar algo ruim.

Qualquer outra explicação para a motivação é mero lero-lero ou infinitamente mais vergonhosa ou triste.

Leia a matéria e a excelente resposta do Malini.

Estou triste de verdade, especialmente porque se busca que fizeram no perfil do Eduardo no Facebook tivesse sido feita no meu, a matéria teria terminado no mínimo sugerindo que eu sou um terrorista da Al-Qaeda (e isso explicaria tudo: cotas, não fazer matrícula, morar onde moro, ser de esquerda e automaticamente incendiário de ônibus).

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